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PREVISÃO DO TEMPO
Bruxelas, Bélgica

 

Pr. Ruben Flach
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Questão de identidade

Todo o cidadão em idade adulta, ou que já viajou para fora do país, tem um documento de identidade ou passaporte. Este documento prova quem nós somos e de que nacionalidade somos. Por quase 30 anos morei no Brasil, sempre como estrangeiro. Apesar de ter ido morar no Brasil com 8 anos de idade, ter feito quase todos os meus estudos lá e falar Portugues somente com sotaque de mineiro, o fato é que sou estrangeiro. Minha carteira-de-identidade deixa clara: ‘estrangeiro’. Desfilei em 7 de Setembro tocando até corneta em fanfarra. Sei cantar o hino nacional do Brasil e outros hinos nacionais de cór. Me sinto Brasileiro, sou Brasileiro de coração, os Brasileiros me aceitam como Brasileiro, mas tenho que encarar os fatos: falta a verdadeira identidade.

 

Assim acontece na vida de muitos que se chamam ‘cristãos’. Eles se sentem cristãos, se comportam como cristãos, cantam como cristãos e até são aceitos como cristãos, mas se eles forem sinceros precisam encarar os fatos: falta a verdadeira identidade!

 

Creio que ‘Identidade cristã’ é o mais importante fator para se alcançar os planos de Deus para a nossa vida. A nossa identidade em Cristo é a base de tudo que fazemos, nossos planos, nossos conceitos, nossos atos, tudo!

 

Observe na parábola do filho perdido (Lucas 15:11-32) a importância da identidade. O filho, ao retornar à casa de seu pai, disse claramente que não poderia mas ser um dos filhos, e que bastaria ser um dos empregados. O pai no entanto tinha outra visão sobre esta situação e veja que ele dá ao seu filho de volta a sua identidade:

- a melhor roupa       – naquele tempo se via de que familia a pessoa fazia parte pela roupa que ela usava. As pessoas à sua volta precisam ver que ele estava de volta à familia.

- um anel                 – um anel era um instrumento de autoridade. Com um anel se podia firmar alianças e selar documentos. O pai deu de volta ao filho a sua autoridade.

- sandálias               – somente escravos andavam descalços. Dando sandálias para o filho o pai confirmou que ele não seria um dos empregados ou escravo, mas que ele havia sido completamente aceito novamente como filho

 

Imagine que Jesus contasse no fim da parábola que o filho depois de todos esses sinais do pai continuasse a viver sua vida como se fosse um dos empregados. Todos nós acharíamos estranho, pois quem é que não gostaria de estar no lugar daquele filho, sendo aceito totalmente de volta?

 

Eu creio de todo o coração que somente podemos ser verdadeiramente felizes, se estivermos no centro da vontade de Deus para nós. Para que nós cheguemos à vida que Deus preparou para nós, dando frutos e frutos que permanecem (João 15:16) precisamos aceitar a identidade de Deus na nossa vida.

 

Veja que o filho deu passos importantes, os quais não podemos deixar passar despercebidos:

1- ele decidiu que o vida que ele estava vivendo não era a que o pai tinha para ele.

2- ele se arrependeu

3- ele entrou em ação e voltou para o pai e pediu perdão.

4- ele aceitou o perdão do pai

5- ele aceitou devolta a sua identidade e viveu como filho dali em diante.

 

Para viver no centro da vontade de Deus, identidade é de suma importância.

Quem é você? Qual a sua identidade? Qual o propósito de Deus que você tem descoberto para a sua vida pessoal? Você tem vivido conforme a sua identidade, ou está fazendo de conta?

 

Na próxima coluna falaremos sobre o outro filho, muitas vezes esquecido.

 

Que Deus o abençoe e que você possa achar sua identidade nEle e vivê-la a cada dia.

 

Pr. Ruben Flach


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